Hall da Fama da Citricultura Brasileira

Prêmio GCONCI



O que é o Prêmio GCONCI?

Esta homenagem dos Consultores em Citros é realizada uma vez par ano, durante a abertura da Semana da Citricultura.

O prêmio é dado àqueles que se destacaram pelos relevantes serviços prestados durante sua vida ao fortalecimento de nossa citricultura. Com isso, o homenageado passa a pertencer ao Hall da Fama da Citricultura Brasileira.

O GCONCI pretende, dessa forma, colaborar para a construção de nossa história e para que as futuras gerações possam seguir a exemplo de dedicação e contribuição destes profissionais ao desenvolvimento de nossa citricultura. O Hall da Fama da Citricultura Brasileira estará exposto provisoriamente na sede do GCONCI, até que se construa o esperado Museu da Citricultura Nacional.





Lista de homenageados

Nome Instituição Ano
Antônio Fortes Filho Produtor e Mercadista de Citros 2016
Margarete Boteon Pesquisadora CEPEA/ESALQ-USP 2015
Antonio de Goes Professor FCAVJ-UNESP 2014
Ondino Cleante Bataglia Pesquisador IAC/Conplant 2013
Marcos Antonio Machado Pesquisador Científico - IAC 2012
Walkmar Brasil de Souza Pinto Extensionista CATI – Casa Agricultura Bebedouro 2011
Antonio Ambrósio Amaro Eng. Agr. - Área Econômica – IEA 2010
Jorgino Pompeu Junior Pesquisador CCSM 2009
José Dagoberto De Negri Ex-Extensionista CATI e Pesquisador CCSM 2008
José Orlando Figueiredo Pesquisador CCSM 2007
Edmundo Eugênio Archelos Blasco Citricultor 2006
Ary Salibe Ex-Professor FCA/UNESP Pesquisador CCSM 2005
Santin Gravena Ex-Professor FCAVJ/UNESP e Consultor 2004
Eduardo Feichtenberger Pesquisador Instituto Biológico 2003
Luis Carlos Donadio Professor FCAVJ/UNESP 2002
Gerd Walter Muller Pesquisador CCSM 2001
Ody Rodriguez Pesquisador CCSM 2000
Veridiana Victória Rosseti Pesquisadora Instituto Biológico 1999
Francisco Cabral de Vasconcellos Consultor 1998
Joaquim Teófilo Sobrinho Diretor e Pesquisador CCSM 1997


Antônio Fortes Filho - Produtor e Mercadista de Citros - 2016

Há mais de 70 anos, a família Fortes se dedica à produção e comercialização de laranjas A história de Antônio Fortes Filho é marcada por uma dedicação integral à produção de laranjas e, hoje, à frente da empresa Lima Fortes, possui 250 mil pés de laranjas plantados e produz 1 milhão de caixas de laranjas por ano. Além da produção própria, também compra uma média de 700 a 800 mil caixas de laranjas de terceiros para assegurar o fornecimento para redes de supermercados, lanchonetes, padarias, casas de suco, Ceagesp e indústria.

“Comecei na citricultura com os meus pais, que possuíam 6 alqueires de terra, plantando laranja e cereais. Neste período, adquirimos pedaços de terras nos arredores da cidade de Limeira (SP) e demos continuidade no plantio de laranjas. Em 1963, já tínhamos três propriedades com 25 mil pés de laranja, produzindo uma média de 50 a 60 mil caixas por ano. Também neste ano, eu e os meus irmãos constituímos uma sociedade e plantamos 10 mil pés de tomate, e com o resultado das vendas dessa produção, e muito incentivados pelos amigos Dr. Odilon Barcos (in memoriam) e Dr. Luiz Dondelli, chefe da Casa da Agricultura na época (in memoriam), no sítio da família abrimos um barracão para beneficiamento de laranjas. Já em 1969 estávamos estabelecidos em um novo barracão no centro de Limeira, denominado Irmãos Fortes. Em 2002, constituí a empresa Lima Fortes, inicialmente com duas fazendas - Cercadinho (em Casa Branca) e Ponte Alta (em Conchal) - e logo em seguida adquiri a fazenda Santo Antonio (em São João Da Boa Vista) e dois boxes no Ceagesp, em São Paulo.”

Por sua trajetória na citricultura, Antônio Fortes Filho, aos 78 anos, é agraciado com o Prêmio GCONCI 2016 Hall da Fama da Citricultura Brasileira durante a Semana da Citricultura, que acontece em Cordeirópolis em junho. Para Antônio, essa homenagem é o reconhecimento de seu trabalho de mais de sete décadas. “Primeiramente, agradeço aos amigos citricultores, que de uma forma ou de outra reconhecem todo o meu trabalho e dedicação nesses longos anos. Também sou muito grato pela oportunidade de poder contar um pouco de minha história na citricultura brasileira. Vale aqui também registrar o meu agradecimento ao pessoal do GCONCI e também aos meus amigos do Centro de Citricultura Sylvio Moreira (citros de mesa) e não posso deixar de agradecer especialmente a Deus, pela graça que Ele me concedeu de ter conhecido e de poder ter trabalhado com todas essas pessoas especiais, familiares e profissionais que ele colocou em minha vida, e que hoje posso viver esta grande homenagem.”

Mas a história de Antônio Fortes Filho foi marcada por muitos desafios, como ele conta: “Foram muitos... início da empresa em prédio alugado, dificuldades para obter linhas de crédito, doenças e pragas dos citros e de fácil contaminação e difícil controle, como Pinta Preta, Ácaro da Leprose, Alternária e Colletotrichum.” Vale lembrar que todas essas dificuldades foram superadas com muito trabalho, dedicação, ajuda de técnicos e agrônomos. “Gostaria também de registrar nosso foco e meta no aumento da capacidade de produção por alqueire, isso por meio de investimentos e com novas tecnologias, como por exemplo, o porta-enxerto, mudas de excelente qualidade, preparo de solo, não abrindo mão de produtos altamente eficazes e com boa irrigação”, destaca Antônio.

E por sua experiência, ele vê com cautela o futuro da citricultura brasileira. “Vejo o futuro com muita preocupação e tristeza, pois órgãos tão importantes para a citricultura, como o Fundecitrus e o Centro de Citricultura, não têm investimentos do Governo para complementar as pesquisas de grande valia para o nosso segmento. Também vejo potencializadas as doenças Cancro Cítrico e HLB, já que os órgãos públicos não correspondem às necessidades dos citricultores no sentido de erradicar as doenças, auxiliar na retirada dos pés de laranja e ajudar com recursos técnicos e financeiros para novos replantes. Só vejo um futuro melhor para a tão importante citricultura brasileira com o apoio do Governo, inclusive com incentivos às propagandas nos diversos meios de comunicação, informando todos os benefícios do consumo da laranja in natura ou suco natural, seu alto valor nutricional, seu poder no combate a diversas doenças, tanto para crianças como para adultos.”

Apesar das incertezas, o seu desejo é de que a citricultura tenha grandes avanços, que o Governo reconheça a importância desse importante segmento do agronegócio brasileiro, “e que minha família continue com o legado, com prosperidade e dedicação por tudo o que fiz e faço com muito amor pela citricultura de nosso país”.

É por exemplos como o de Antônio Fortes Filhos que todos os envolvidos na cadeia citrícola têm esperança na renovação do campo a cada dia, e merecidamente recebe o reconhecimento do GCONCI neste ano.

Margarete Boteon - Pesquisadora CEPEA/ESALQ-USP - 2015

Pesquisadora do Cepea tem contribuído com suas pesquisas econômicas da cadeia citrícola do Brasil As diversas áreas do conhecimento têm contribuído para o aprimoramento do negócio citrícola brasileiro, beneficiando toda a cadeia de citros por meio do trabalho de pesquisadores que dedicam suas vidas na busca por descobertas que possam melhorar este importante agronegócio.

E para prestar uma justa homenagem às pessoas que têm auxiliado o fortalecimento da citricultura brasileira, o Grupo de Consultores em Citros (GCONCI) criou em 1997 o prêmio Hall da Fama da Citricultura Brasileira, que é outorgado durante a Semana da Citricultura, reconhecendo o trabalho das pessoas que dedicaram sua vida profissional na busca pelo fortalecimento da citricultura brasileira.

Deste modo, em 2015, o GCONCI homenageia a Prof. Dra. Margarete Boteon, que possui graduação em Engenharia Agronômica pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP, 1995), Mestrado (1999) e Doutorado (2004) em Economia Aplicada, também pela Esalq/USP. Desde 1998, é pesquisadora do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea – Esalq/USP), responsável pelas pesquisas econômicas das cadeias de citros, frutas/hortaliças e café. A partir de 2013, passou a integrar, inclusive, o time acadêmico como professora do Departamento de Economia e Administração da Esalq/USP.

No escopo da citricultura, sua equipe contata diariamente produtores, beneficiadores e representantes da indústria para apurar preços das frutas em todas as regiões relevantes, em termos de produção e comercialização, no Estado de São Paulo. Anualmente são também atualizados estudos detalhados sobre custos de produção com o objetivo de acompanhar, com rigor científico, a evolução da sustentabilidade da citricultura paulista. A base desses trabalhos é a interação contínua com pessoas de todos os segmentos do setor para troca e discussões imparciais sobre os diversos temas que envolvem o negócio.

Com base no conjunto de informações apuradas continuamente, Margarete e sua equipe publicam preços diários no site do Cepea, análises semanais na Bloomberg e Thomson Reuters – em português e inglês – e periodicamente na Revista Citricultura Atual e na revista Hortifruti Brasil.

A revista Hortifruti Brasil foi uma iniciativa da própria pesquisadora que, em 2001, ao começar a desenvolver trabalhos nos setores de frutas e hortaliças, constatou a carência de veículos especializados para divulgar as pesquisas que sua equipe estava gerando.

A dinâmica de pesquisas tem proporcionado ainda reforço à formação acadêmica e profissional de dezenas de estagiários que integraram ou integraram a equipe Hortifruti Cepea. Periodicamente esses graduandos de Engenharia Agronômica, Ciências Econômicas e de Alimentos, orientados por Margarete, submetem artigos para congressos científicos, além de serem convidados a participar de programas de estágio e trainee de importantes companhias.

Por sua atuação idônea no segmento econômico, Margarete recebeu o prêmio Engenheiro Agrônomo Destaque da Citricultura de 2012, um reconhecimento do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC ao valor de suas pesquisas. O Grupo de Consultores de Citros congratula a Margarete Boteon pela premiação, credibilidade que o setor tem na dedicação do seu trabalho.

Antonio de Goes - Professor FCAVJ-UNESP – 2014

CGONCI homenageia Antonio de Goes com o prêmio Hall da Fama da Citricultura Brasileira
Homenagem prestada pelo Grupo de Consultores em Citros (GCONCI) desde 1997 durante a Semana da Citricultura, reconhece o trabalho das pessoas que dedicaram sua vida profissional na busca pelo fortalecimento da citricultura brasileira.

O homenageado, desta forma, passa a pertencer ao Hall da Fama da Citricultura Brasileira, e a premiação colabora, por sua vez, para a construção da história da citricultura.

Em 2014, o homenageado com o prêmio Hall da Fama da Citricultura Brasileira é o engenheiro agrônomo Antonio de Goes, formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro em 1976. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Pesquisa – CNPq (nível 1D), Antonio de Goes dedicou sua vida ao aprimoramento acadêmico, tendo mestrado e doutorado em Fitopatologia pela Universidade de São Paulo (USP), mestrado em Biotecnologia Vegetal pela Universidade Ibero-Americana, na Espanha, e pós-doutorado junto ao Plant Research International/Wageningen University & Research Center (PRI-WUR), em Wageningen, Holanda. Atualmente é Professor Assistente Doutor da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita (Unesp). Possui ampla experiência na área de agronomia, com ênfase em Fitossanidade, atuando principalmenteno tema manejo de doenças fúngicas associadas às plantas cítricas. Desde 1996, Antonio de Goes é professor da Unesp – Campus de Jaboticabal e, anteriormente, chegou a atuar como pesquisador, na área de fitopatologia aplicada a plantas frutíferas, na Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro/Rio), e foi pesquisador, de 2009 a 2010, no Research Institute for Plant Protection (IPO-DLO), na Holanda. Sua linha de pesquisa principal na Unesp trata do tema ‘Epidemiologia e controle de doenças de plantas’, no qual já foram concluídas 16 dissertações de mestrado, 14 teses e três supervisões de pós-doutorado, sendo cerca de 95% delas em doenças dos citros. Além disso, é autor de dezenas de artigos publicados em revistas nacionais e internacionais, cerca de 200 resumos apresentados em congressos nacionais e internacionais, diversos capítulos de livros e dezenas de outros tipos de publicações impressas em várias revistas de divulgação. Sua busca incansável pela melhoria da fitossanidade nos pomares brasileiros é, agora, reconhecida com essa homenagem do GCONCI.

Ondino Cleante Bataglia - Pesquisador IAC/Conplant - 2013

O homenageado na Edição de 2013 da premiação Hall da Fama em 2013 é o Dr. Ondino Cleante Bataglia, Engenheiro Agrônomo formado pela Esalq/USP em 1967, Doutorado em Agronomia também pela Esalq/USP, em 1973, e PhD em Ciência do Solo pela Universidade da Califórnia, Davis (EUA), em 1980.

Dr. Bataglia atuou como pesquisador científico do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) com intensa atividade científica junto ao CNPq, Fapesp, Embrapa, Consepa, Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS) e outras.

Atualmente é sócio proprietário da empresa CONPLANT - Consultoria, Treinamento, Pesquisa e Desenvolvimento Agrícola Ltda., com sede em Campinas (SP), e Secretário Executivo da Fundação Agrisus. Na sua vida profissional dedicada ao melhoramento do agronegócio brasileiro, Dr. Bataglia acumulou grande experiência em Ciência do Solo, atuando principalmente nos segmentos de café, citros, soja, seringueira, diagnose foliar, análise de plantas, substratos e nutrição mineral de plantas. Na citricultura participou em pesquisas sobre adubação, absorção de nutrientes em frutas e mudas cítricas.

Em sua gestão na Diretoria do IAC e Coordenadoria da Pesquisa Agropecuária implantou o Centro de Citricultura.

Por sua contribuição à citricultura, o GCONCI se sente honrado em conceder o ‘Prêmio GCONCI 2013’ durante a 35ª Semana da Citricultura, reafirmando a inesgotável atuação do Dr. Ondino Cleante Bataglia no cenário da agricultura do Brasil.

Marcos Antonio Machado - Pesquisador Científico - IAC - 2012

Pelo 16º ano consecutivo, o GCONCI reconhece e homenageia as pessoas que fazem a diferença no desenvolvimento da citricultura. Atual Coordenador e Diretor do Laboratório de Biotecnologia do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, o pesquisador científico Marcos Antonio Machado dedicou-se grande parte de sua vida à pesquisa dos citros, na integração e melhoramento genético, bem como na interação de citros e seus patógenos.

Marcos graduou-se agrônomo em 1978 pela Universidade de Brasília (UNB), ingressando no mestrado e logo após fez doutorado, focando seus estudos sempre nas especialidades da fisiologia de plantas cultivadas e biologia molecular de plastídeos.

Com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), coordenou grandes projetos apoiados pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Padct II), Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex), Programa de Formação de Recursos Humanos em Áreas Estratégicas (RHAE) e Instituto do Milênio.

Entre sua vasta experiência na citricultura, o homenageado se destaca com os prêmios obtidos por seu desenvolvimento na área, tais como de melhor artigo científico já publicado sobre citros, Ordem Nacional de Mérito Científico, Engenheiro Agrônomo do ano de 1999 e, recentemente, o Prêmio Frederico de Menezes Veiga – Embrapa, concedido àqueles que se destacaram no campo da pesquisa agropecuária.

Exercendo diversas atividades em projetos, o agrônomo já ministrou treinamentos para alunos e professores da área, com o intuito de diagnosticar doenças de citros, genoma, mapeamento genético e sobre cultura de tecidos de plantas.

Todo este empenho do Dr. Marcos Antonio Machado demonstra que acreditar no potencial e no desenvolvimento da citricultura brasileira traz inúmeros benefícios para toda a cadeia citrícola.

Atualmente, o homenageado do Hall da Fama 2012 coordena projetos do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Genômica para Melhoramento de Citros, além de participar como orientador de mestrado e doutorado em cursos de pós-graduação da Unicamp e Uneso.

Todos do GCONCI agradecem ao Dr. Marcos Antonio Machado por seu trabalho incansável na busca pela melhoria da citricultura do Brasil.

Walkmar Brasil de Souza Pinto - Extensionista CATI – Casa Agricultura Bebedouro - 2011

Pelo 15º ano consecutivo, o GCONCI, vem reconhecer os préstimos e dedicação, homenageando aquele que acredita na evolução da citricultura.

Atual responsável pela Casa da Agricultura de Bebedouro da CATI - Coordenadoria de Assistência Técnica Integral da SAA - Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Walkmar Brasil de Souza Pinto dedicou sua vida à pesquisa e à extensão rural, especialmente à citricultura. Sempre procurou difundir seus conhecimentos com esmero e muita dedicação, com respeito ao produtor e ao meio ambiente, e com esses predicados o GCONCI outorga-lhe o Prêmio Hall da Fama da Citricultura Brasileira.

Walkmar formou-se em engenharia agronômica, em 1969, pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Deu início a sua carreira em Uberaba (MG), trabalhando na Emater - Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais, logo depois passou a ser responsável pela Casa de Agricultura de Américo de Campos (SP) e desde 1975 assumiu e vem prestando seus serviços na Casa de Agricultura de Bebedouro (SP), onde atua até hoje. Procurando sempre incentivar o consumo de suco de laranja e a produtividade dos pomares, passando, com maestria, seus conhecimentos através de palestras e cursos etc. Publicou vários trabalhos voltados aos citricultores, usando uma linguagem simples e direta. Hoje seu trabalho está focado no Programa de Microbacias, também está engajado em projetos como Faesp - Fundo de Expansão Rural do Agronegócio Paulista e o Pronaf - Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.

Foi membro da Comissão Técnica de Citricultura da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que tem por mérito incentivar, implantar e buscar tecnologias para incrementar a produtividade.

 Atualmente é membro da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Citricultura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA.

Casado, pai de quatro filhos, natural de Itatiba (SP), orgulha-se de ter sido agraciado como destaque da citricultura em 1995, como Engenheiro Agrônomo pelo Centro APTA Citros Sylvio Moreira/IAC.

Agora terá seu nome, também, gravado no Hall da Fama da Citricultura Brasileira.

Nós, da comunidade citrícola, parabenizamos sua dedicação.



Antonio Ambrósio Amaro - Eng. Agr. - Área Econômica – IEA - 2010

Com enormes serviços prestados ao desenvolvimento da pesquisa em economia agrícola, Antonio Ambrósio Amaro formou-se engenheiro agrônomo pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/ Esalq-USP em 1961, e doutorou- se pela mesma universidade em 1973. Por considerar a atividade agrícola como uma das principais fontes de riqueza desse país, desempenhou importante papel na condução de projetos de pesquisa agrícola e por entender essa atividade como sendo uma empresa, em 1981, Amaro formou-se Bacharel em Administração de Empresas pela Faculdade São Judas Tadeu, quando consolidou sua vocação para a pesquisa em Economia Agrícola.

Com mais de 150 trabalhos publicados e uma infinidade de palestras proferidas, além de participações em congressos, grande parte de sua vida profissional foi dedicada à citricultura ao engajar-se como membro do conselho consultivo do Fundecitrus, atividade que exerceu de 1981 a 2006, o que o qualifica como profundo conhecedor da cadeia citrícola brasileira e do agronegócio, com vertente para fruticultura, tanto que foi um dos membros fundadores da Sociedade Brasileira de Fruticultura e seu presidente na gestão 1975/1977.

Ativo pesquisador da realidade do agronegócio brasileiro, Antonio A. Amaro ocupou o cargo de Diretor Técnico de Departamento do Instituto de Economia Agrícola em dois períodos, entre 1994 e 1996 e de 2005 a 2007. Com intensa participação acadêmica, compôs banca examinadora em 21 teses e exerceu atividade de coorientador em 4 trabalhos de pesquisa científica.

Natural de São Paulo, Antonio Ambrósio encerrou suas atividades acadêmicas em 2008 sem deixar o vínculo com sua vocação de pesquisador e propagador de ideias que contribuem para o fortalecimento da atividade agrícola nacional.

Pelo 14º ano consecutivo, ao reconhecer a importância de homens como Antonio Amaro para o desenvolvimento científico do agronegócio citrícola, o GCONCI acredita estar cumprindo seu papel ao divulgar os expoentes da agricultura e do agronegócio brasileiro.

Jorgino Pompeu Junior - Pesquisador CCSM - 2009

Natural de Limeira-SP, Jorgino Pompeu possui graduação em Engenharia Agronômica pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz USP (1965) e doutorado em Agronomia pela Universidade de São Paulo (1973).

Atualmente é pesquisador voluntário do Instituto Agronômico de Campinas, consultor da Comissão Técnica de Citricultura da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, consultor ad-hoc da Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, e de diversas revistas científicas.

Ao longo dos quase 50 anos dedicados a citricultura atual na área de melhoramento vegetal, principalmente nos seguintes temas: porta-enxerto, Tristeza dos Citros, Declínio e Morte Súbita dos Citros, incompatibilidade e plantas nanicas. Foi Curador do Banco Ativo de Germoplasma de Citros do Instituto Agronômico de Campinas de 1966 a 2007, tendo introduzido mais de 300 variedades.

Com 136 artigos publicados em periódicos e revistas especializadas e dezenas de artigos em periódicos de divulgação, Jorgino Pompeu caracteriza-se pelo alto desempenho em pesquisa acadêmica e formação de profissionais especializados em agronomia e citricultura, através de bancas examinadoras em diversos institutos de pesquisa.

Por estas qualificações e por uma vida emprenhada na melhoria da produtividade da citricultura brasileira, Jorgino Pompeu Junior foi o escolhido para receber o Prêmio GCONCI 2009 e para entrar no Hall da Fama da Citricultura Brasileira. Vida longa a Jorgino e à citricultura brasileira.

José Dagoberto De Negri - Ex-Extensionista CATI e Pesquisador CCSM - 2008

Natural de Piracicaba, Jose Dagoberto formou-se em engenharia agronômica pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) em 1972 e, atualmente, trabalha no Instituto Agronômico de Campinas (lAC) como engenheiro agrônomo no Centro Apta Citros Sylvlo Moreira/lAC, localizado em Cordeirópolis (SP), atuando nas áreas de fitotecnia dos Citros e de divulgação, onde é responsável pela direção do Núcleo de Informação e Transferência de Tecnologia do Centro, desde 2007.

Antes de chegar a esse momento de homenagens, Jose Dagoberto percorreu diversos caminhos. Fez curso intensivo de citricultura á nível de pós-graduação em 1977 pela Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias de Jaboticabal, Universidade Paulista Julio de Mesquita Filho (Unesp); atuou durante três décadas na Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, como extensionista, na função de gerente estadual de planos, programas e projetos de citricultura, foi o introdutor e incentivador do programa de manejo integrado de  pragas (MIP) no âmbito da Extensão Rural.

Seus conhecimentos em citricultura foram compartilhados com interessados em diversos trabalhos científicos, técnicos, capítulos de livros e também como editor dos livros Lima ácida Tahiti e Citros, publicados pelo lAC em 2003 e 2005, respectivamente, além de ser membro da Assessoria de Planejamento e Editoração da revista Laranja desde 2002.

E para adquirir e trocar experiências, Jose Dagoberto participou de inúmeros congressos, simpósios, workshops, encontros e reuniões técnicas no Brasil e exterior, o que Ihe agregou ainda mais conhecimentos nas áreas em que atua profissionalmente, cujo embasamento foi também obtido com viagens técnicas para conhecer as citriculturas da Flórida, Califórnia e Texas (Estados Unidos), Austrália, Marrocos, Itália, México, Argentina, Uruguai, Chile e Cuba.

José Orlando Figueiredo - Pesquisador CCSM - 2007

Citricultura nas veias. Este é um dos motivos, dentre uma série de atividades brilhantes ao longo de sua carreira, que fez do engenheiro agrônomo José Orlando de Figueiredo merecedor do 11º Prêmio GCONCI. 

Nascido em Piracicaba, em janeiro de 1946, Figueiredo traz no sangue o amor à agronomia, uma vez que provém de uma família de engenheiros agrônomos, na qual o pai, alguns tios e muitos primos escolheram esta profissão.

É casado com Ana Lídia Albejante e tem quatro filhos e três netos, sendo que dois de seus filhos honraram a tradição e também se formaram em agronomia.  

José Orlando de Figueiredo formou-se pela Esalq/USP, em 1969, e doutorou-se pela Unicamp em 1976. Há 37 anos, atua no melhoramento por seleção de copas e porta-enxertos para citros, primeiramente na Seção de Citricultura do Instituto Agronômico, em Campinas e posteriormente no Centro APTA Citros Sylvio Moreira, do mesmo Instituto, localizado em Cordeirópolis.

Durante toda a sua vida profissional, Figueiredo dividiu suas experiências e conhecimentos proferindo palestras e conferências, principalmente sobre sua especialidade.

Bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq),  categoria 1, por mais de 20 anos, participou de congressos nacionais e internacionais, foi membro de conselhos editorais de revistas técnico-cientificas, livros e anais de congressos e publicou mais de 100 trabalhos, a maioria sobre copas e porta-enxertos."

Além de consultor de agências financiadoras de pesquisas foi sócio-fundador e membro da diretoria da Sociedade, Brasileira de Fruticultura por mais de uma década, atuando também como professor do Curso de Mestrado, em Agricultura Tropical , oferecido pelo Instituto Agronômico, desempenhando importante papel na formação de recursos humanos.

A maior parte de suas pesquisas, nos últimos 15 anos, são relacionadas às limas ácidas e aos limões, sendo, inclusive, sendo o idealizador do Dia do Limão Tahiti, em 2000. Esse evento vem sendo realizado anualmente e a cada edição tem trazido significativos avanços para o setor.

Durante sua atuação no Instituto Agronômico, Figueiredo selecionou novos materiais de copas e porta-enxertos, que atualmente são usados comercialmente pelos produtores.

Por estes motivos, homenageamos Dr. Figueiredo pelos préstimos à citricultura.

Edmundo Eugênio Archelos Blasco - Citricultor - 2006

O Prêmio GCONCI homenageia, em sua 10ª edição, o empreendedor citrícola Edmundo Eugénio Archelós Blasco, resultado de sua liderança e ação construtiva para o fortalecimento da citricultura no Estado de São Paulo.

Nascido em Limeira, em 1942, Edmundo foi influenciado pelo pai e avó citricultores. Com sólida formação acadêmica, cursou quatro anos de estudos científicos no Colégio Makenzie, em São Paulo , e obteve a graduação universitária na Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz, Esalq-USP, em Piracicaba (SP), onde também completou duas especializações, uma em citricultura e outra em nutrição e adubação.

Desde 1963, participa com frequência de estágios, cursos, seminários, congressos, simpósios, reuniões técnicas, viagens nacionais e internacionais, principalmente em eventos que têm como tema os citros, além de inúmeras participações como palestrante. 

Recém-formado da Esalq-USP em 1965, assumiu seu primeiro desafio profissional: coordenar o Departamento e Citricultura da Cooperativa Agrícola Mista de Araras, com responsabilidade comercial e de orientação técnica agronômica na cultura de citros de 33 propriedades de cooperados de Araras (SP) e região. Depois de um ano de função, foi contratado como pesquisador pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC), desenvolvendo trabalhos na Seção de Solos e de Aerofotogrametria.

A partir de 1967, retornou à Araras por problemas familiares e passou a administrar os negócios da família, além de prestar assessoria técnica- agronômica a diversos citricultores do Estado de São Paulo. Foi neste período que seu perfil empreendedor foi despertado, mas deu continuidade aos estudos, pois tinha consciência de que um bom administrador não "nasce pronto", consultando-se com pessoas mais experientes e construindo uma visão estratégica que o encorajou a corre r riscos e ampliar e diversificar seus negócios.

Edmundo Blasco também foi visionário em relação às tendências legislativas, principalmente no tocante à proteção e qualidade de vida dos trabalhadores rurais, e chegou a implantar cursos de capacitação e alfabetização em suas fazendas. Ele é mais conhecido como Dr. Edmundo, mas, em sua modéstia, nunca preiteou o titulo para si, e isso é resultado de sua cordialidade, conhecimento e pré-disposição em ajudar a todos que o procuram.

Cidadão ararense

Ciente de que todo homem laborioso e empreendedor deve influenciar na melhoria da sociedade, Edmundo Blasco sempre dobrou suas jornadas de trabalho, elegendo Araras como sede para o exercício de suas ações voluntárias, dedicando-se há décadas às instituições assistenciais.

Como diretor, conselheiro, curador ou participante comum, usa suas horas vagas combinando seu ideal cristão e suas experiências administrativas com as necessidades de instituições, como a Fundação Hermínio Ometto, mantenedora do Centro Universitário Uniararas, Clínica Psiquiátrica e Geriátrica Luiz Antonio Sayão e o Instituto de Difusão Espírita, cuja editora chega a publicar um milhão de livros anuais em diversos idiomas.

Nesta última, Edmundo apoiou a recente reorganização fabril, comercial, técnica e administrativa da editora. Por sua influência positiva na cidade, foi homenageado com o título de Cidadão Ararense ao final de 1995.

Ary Apparecido Salibe (in memoriam) - Ex-Professor FCA/UNESP Pesquisador CCSM - 2005

O prêmio conferido a Ary Salibe foi apropriado, pois sua produção cientifica ultrapassa 400 trabalhos e resumos publicados em revistas especializadas e em anais de congressos, além de 250 artigos de divulgação científica, destacando-se aqueles voltados ao melhoramento e para o estudo de diversas doenças dos citros. 

Mesmo após a sua aposentadoria como professor titular de fruticultura, na Faculdade de Ciências Agronômicas de Botucatu (SP), Ary continuou atuando como pesquisador convidado do Centro APTA Sylvio Moreira em Cordeirópolis (SP).

Limeirense, nascido em 1934, sua carreira começou, com chave de ouro, ao graduar-se como primeiro aluno da turma da Esalq/USP, Campus Luiz de Queiroz, de Piracicaba (SP), em 1956. Doutorou-se na mesma escola em 1961 com a tese "Contribuição ao Estudo da Doença Exocorte dos Citros”. Iniciou profissionalmente como pesquisador científico na Seção de Citricultura, lotado na Estação Experimental de Limeira. Em 1968, ingressou como professor de fruticultura da Universidade Paulista, Campus Botucatu (SP), onde dedicou a maior parte de sua carreira profissional, tanto na graduação quanto na pós-graduação, formando vários mestres e doutores.

Ministrou cursos de especialização em pós-graduação na Universidade Federal Rural de Pernambuco e colaborou nos cursos de pós-graduação da Esalq-USP e na Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Jaboticabal (SP).

Também foi convidado a ministrar palestras em cursos de citricultura em vários países. Em 1973, foi professor convidado de citricultura da Universidade da Flórida, em Gainesville (Estados Unidos). Consultor da Organização de Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAOONU) desde 1965, tendo conduzido inúmeras missões de consultaria na área de melhoramento e sanidade citrícola junto aos governos de vários países. Dentre eles Filipinas, Indonésia, Síria. Egito, Jordânia, Marrocos e México.

Não restringiu sua carreira á academia, auxiliando o desenvolvimento de diversos empreendimentos em citricultura, como sua colaboração na implantação do Pólo Limoeiro da Região de Botucatu (SP). Por esses trabalho, Ary Apparecido Salibe foi eleito o Engenheiro Agrônomo do Ano 1985 da Associação de Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo e, novamente em 1986, quando recebeu o diploma de Honra ao Mérito.

Colaborou na implantação da citricultura na região de Itapetininga (SP), onde se localiza um dos maiores pomares continuas de citros no mundo.

Integrou a equipe geradora dos clones nucelares de citros os quais foram base das plantas da atual citricultura brasileira. Por este trabalho, foi distinguido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em 1970, "entre aqueles que mais contribuíram para o progresso da ciência do Brasil, no âmbito da agricultura na década de 60".

Colega participativo pertence a várias sociedades científicas, sendo sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Fruticultura, o Grupo Paulista de Fitopatologia e da Sociedade Internacional de Citricultura. É membro da Organização Internacional de Virologistas de Citros (IOCV) e membro honorário da Sociedade Internacional de Viveiristas de Citros.

Sua força de trabalho, experiência, gentileza, simpatia e enorme cultura o fizeram um dos mais consultados profissionais do setor, atendendo a inúmeros profissionais e citricultores, auxiliando para o progresso de nossa gente.

Parabéns, professor Salibe. Obrigado por sua grandiosa contribuição e que Deus lhe ilumine, lhe dê bastante saúde e permita que o seu conhecimento e força de criação tragam-lhe muitas felicidades.

Faleceu em 19 de Novembro de 2013.

Santin Gravena - Ex-Professor FCAVJ/UNESP e Consultor - 2004

Esta escolha foi fundamentada na importância deste profissional para a citricultura brasileira, pois Santin Gravena, além de professor, é pesquisador e consultor. Formado em 1970 em Engenharia Agronômica pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Jaboticabal (SP), iniciou sua carreira dedicada  aos citros ao ingressar como professor assistente de Entomologia Agrícola na própria Unesp de Jaboticabal, em 1974.

Santin Gravena obteve os títulos de mestre em Entomologia e doutor em Agronomia na Esalq/USP, em 1977 e 1978, respectivamente. Depois de obter o título de Professor Livre Docente em Entomologia na Unesp de Jaboticabal, em 1981, estagiou em pós-doutoramento na  Texas A & M University, em 1982, na área de controle biológico de pragas.  Retornando ao Brasil, ocupou o cargo de Professor Titular em 1986.

Trabalhou até 1993, quando se aposentou. Antes disso, contudo, foi chefe de departamento, fundou em 1986 o Centro de Manejo Integrado de Pragas (Cemip), tendo como atividades principais o treinamento, a pesquisa e a extensão de MIP (Manejo Integrado de Pragas) em citros, direcionada aos citricultores.

O professor foi o idealizador do sistema de MIP em citros no Brasil, lançando suas primeiras ideias sobre o tema em palestra realizada em 1977, na Estação Experimental de Citricultura de Boquim (SE). Também a partir deste ano, iniciou uma linha de pesquisa para implementar o MIP na citricultura brasileira. A primeira pesquisa, que comparava o sistema de manejo convencional com o integrado, e o primeiro artigo técnico sobre MIP foram publicados na Revista Laranja, nos anos de 1984 e 1986, respectivamente.

Com a ajuda da CATI, por meio de José Dagoberto de Negri (Prêmio GCONCI 2008), Santin Gravena coordenou os engenheiros agrônomos extensionistas do Departamento de Entomologia da Unesp e implementou o sistema na citricultura em pomares-piloto demonstrativos em todo o Estado de São Paulo. Para isso, vários cursos de curta duração foram ministrados pelo professor no período de 1979 a 1983.

Em 1993, por ocasião de sua aposentadoria, e depois de 19 anos dedicados à Unesp, Santin Gravena fundou a Gravena - Manejo Ecológico de Pragas Ltda. para atuar em manejo ecológico de pragas (registrando a marca MEP-Gravena), cujo objetivo  principal são os citros, ocupando cerca de 80% das atividades de equipe, divididas em quatro grandes áreas: consultoria, pesquisa, treinamento e editoração em assuntos ligados ao MEP em citros. Editou , inclusive, com sua equipe, o Manual Prático de Inspeção de Pragas dos Citros.

Em sua vida acadêmica, Santin Gravena publicou 18 trabalhos científicos em revistas nacionais e em seis internacionais, todos relacionados às pragas de citros. Editou 25 capítulos de livros e artigos técnicos nacionais e oito internacionais sobre o MIP em citros e controle biológico de pragas. Orientou oito dissertações de mestrado e duas teses de doutorado em assuntos de pragas. Participou, ainda, de diversos congressos nacionais e internacionais, tanto em eventos de citricultura como de entomologia e proteção de plantas.

Foi membro fundador do GCONCI, ao qual dedicou muitos anos de seu conhecimento, amizade e companheirismo. 

Por todos estes motivos, o Grupo de Consultores em Citros têm orgulho de homenagear o Professor Santin Gravena com o Prêmio GCONCI 2004 - Hall da Fama da Citricultura!

Eduardo Feichtenberger - Pesquisador Instituto Biológico - 2003

Natural de Itapetininga, formou-se engenheiro agrônomo na Esalq/USP de Piracicaba, em 1971. Trabalhou inicialmente na CATI, como responsável pela Casa da Agricultura de Capão Bonito, assistindo principalmente produtores de tomate na área fitossanitária, quando despertou seu fascínio pela pesquisa.  Ingressou no Instituto Biológico em 1973, passando a trabalhar com a Dra. Victória Rossetti (Prêmio GCONCI 1999), que foi uma das mais brilhantes pesquisadoras do mundo da área de patologia dos citros.  As pesquisas desenvolvidas por Feichtenberger nessa área foram crescendo, culminando com a sua transferência, em 1987, para a Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Sorocaba, da APTA Regional, onde trabalha até hoje como pesquisador científico.

Feichtenberger obteve seu mestrado em fitopatologia pela Universidade da Califórnia, em Riverside, e participou de muitos cursos de aperfeiçoamento na área de fitopatologia, sendo nove deles em nível internacional. Proferiu palestras, participou de eventos e missões técnico-científicas em mais de doze países. Orientou 55 estagiários e ministrou mais de duzentas e trinta palestras nos países no exterior. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Fitopatologia e, hoje, coordena o Grupo de Trabalho de Pragas e Doenças dos Citros da RIAC, da FAO. Sua produção científica inclui cerca de 140 trabalhos apresentados em reuniões científicas, 193 trabalhos publicados no País e no exterior, um livro e 12 capítulos de livro publicados.

Os principais resultados das pesquisas do homenageado na área de patologia dos citros incluem: 1) Constatações de doenças novas para o País, ou regiões produtoras, e determinação do agente causal dessas doenças; 2) Reclassificação do agente causal de doença em importante erva invasora de pomares de citros da Flórida, viabilizando o controle dessa invasora com herbicida biológico; 3) Seleção de porta-enxertos de citros mais tolerantes à Phytophthora; 4) Desenvolvimento de novas metodologias para uso em estudos de etiologia, epidemiologia e controle das principais doenças fúngicas dos citros no País; 5) Avaliação e seleção de tratamentos fungicidas para controle dessas doenças; 6) Racionalização e redução no uso de fungicidas na citricultura paulista, reduzindo- se doses e número de aplicações desses produtos no controle das principais doenças; 7) Estabelecimento de um programa de manejo ecológico das principais doenças, compatibilizando métodos físicos, químicos, biológicos e culturais de controle; 8) Contribuições para a melhoria da sanidade das mudas cítricas produzidas no país; 9) Criação e manutenção da Micoteca "Dra. Victória Rossetti”, que contém culturas puras de isolados de patógenos agentes causais das principais doenças fúngicas dos citros no País.

Por tantas realizações em prol do progresso de nossa citricultura, Feichtenberger foi homenageado em 1996, como Engenheiro Agrônomo destaque da Citricultura.  Em 2003 forão os Consultores em Citros e demais profissionais ligados à cadeia citrícola que se orgulharam em homenageá-lo, e esperam que isto possa motivar outros profissionais a contribuírem para o crescimento de nosso País como Feichtenberger vem contribuindo. Parabéns, Eduardo!

Luis Carlos Donadio - Professor FCAVJ/UNESP - 2002

Nascido na cidade de Cambé, estado do Paraná, em 1944, Donadio formou-se em Agronomia, no ano de 1968, pela Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq), sediada em Piracicaba (SP), onde também concluiu o doutorado, em 1972. Dentre os trabalhos por ele desenvolvidos destacamos a obtenção e seleção de híbridos de tangerina (como, por exemplo, as tangerinas Caçulas e Jaboti); determinação de novas variedades e clones de laranja para a indústria; inúmeros estudos sobre tratos culturais e técnicas de produção de mudas; introdução de cerca de 200 variedades e clones de laranjas, tangerinas e híbridos, e sua avaliação quanto à tolerância a CVC. 

Nosso homenageado também se destacou como fundador e principal dirigente da Estação Experimental de Citricultura de Bebedouro (SP), tendo ainda grande atividade na divulgação de novas tecnologias através da organização de simpósios nacionais e internacionais, com discussões sobre assuntos atuais e de grande valia para o agronegócio citrícola.

Por tudo isso, nada mais justo do que homenagearmos uma pessoa fundamental no contexto citrícola. Nossa homenagem é reforçada pelo Eng. Agr. Eduardo Stuchi (EECB), que afirma: “A oportunidade de ter colaborado com o Prof. Donadio é um fato marcante em minha vida profissional e pessoal. Sua persistência e capacidade de trabalhar com prazer são à base de sua liderança.”

Gerd Walter Müller - Pesquisador CCSM - 2001

Formou-se em Agronomia pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (1961) e doutorado em Fitopatologia pela Universidade de São Paulo (1973) e conclui seu Pós-Doutorado no United Stantes Department of Agricultura (1983).

A laranja Pêra é bastante suscetível ao vírus da Tristeza dos Citros, e muitas plantações foram tão severamente afetadas que no final da década de 50 o plantio desta variedade foi desaconselhado no Estado de São Paulo.

Trabalhos desenvolvidos pelo Dr. Gerd Walter Müller, a partir dos anos 60, na antiga Seção de Virologia do Instituto Agronômico de Campinas, mostraram que clones de laranja Pêra premunizadas com isolados fracos do vírus da Tristeza, em áreas com forte pressão de inóculo de isolados severos do vírus, poderiam produzir razoavelmente. Como resultado deste trabalho, o pioneiro no mundo (que atingiu escala comercial de desenvolvimento), ressurgiu a possibilidade de novamente se cultivar a laranja Pêra. A laranja Pêra, denominada premunizada, vacinada ou IAC, vem obtendo excelentes resultados há mais de quatro décadas. Os conhecimentos gerados nesse programa transpuseram as fronteiras do Estado e do País.

Com inúmeros trabalhos científicos realizados, publicados e apresentados no Brasil e exterior, e outras tantas importantes descobertas, o consultor do Centro de Citricultura Sylvio Moreira é mais uma vez reconhecido pelos seus relevantes serviços prestados à citricultura brasileira e ao País, através da entrega do Prêmio GCONCI 2001 - Hall da Fama da Citricultura Brasileira. Os Consultores em Citros e a citricultura como um todo parabenizam o Dr. Gerd Walter Müller pelo merecido reconhecimento.

Ody Rodriguez (in memorian) - Pesquisador CCSM - 2000

Formado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), onde concluiu o mestrado e doutorado, o Dr. Ody  Rodriguez foi pesquisador e colaborador de vários eventos citrícolas, como o Dia do Citricultor e participou de inúmeros congressos nacionais e internacionais de citros e fruticultura, conhecendo as mais importantes regiões produtoras do mundo. Colaborou, inclusive, com a edição da CATI - Programa de controle de Pragas e Doenças e Carências de Micronutrientes, e foi conselheiro e fundador do Fundecitrus, em 1977.

Ody Rodriguez possui cerca de 200 trabalhos técnicos–científicos publicados, no Brasil e no exterior; assessorou entidades nacionais, como a Embrapa, Sudene, Ministério da Agricultura, Secretarias Estaduais e associações de produtores, e, no exterior, os Ministérios da Agricultura do Peru, Argentina e Cuba. Trabalhou em projetos de implantação e manutenção da Bozzano Simonsen, Frigorífico Anglo, Ipanema Agroindustrial, de Alfenas (MG), Bradesplan (Maranhão), Cambuhy, de Matão (SP), Citrosuco (Matão) e Grupo Nova América, de Santa Cruz do Rio Pardo (SP).

Como pesquisador, Ody Rodriguez é um dos pioneiros na realização de pesquisas científicas em campo nas áreas de nutrição, herbicida, irrigação, práticas culturais; estabeleceu padrões de nutrição para a citricultura, baseados na análise foliar; montou experimentos nas Estações Experimentais do Instituto Agronômico em varias cidades paulistas e estudou a conservação de frutos cítricos, in natura, em porões de navios ventilados para a exportação para a Holanda e Inglaterra.

Por isso tudo, Dr. Ody Rodriguez é um dos mestres de nossa citricultura.

Faleceu em 08 de Abril de 2012.

Veridiana Victória Rosseti (in memorian) - Pesquisadora Instituto Biológico - 1999

Nascida em Santa Cruz das Palmeiras, estado de São Paulo, no ano de 1917, Veridiana Victória Rossetti, filha de agrônomo, formou-se em Agronomia pela Escola Superior de Agronomia Luis de Queiroz - Esalq, sediada em Piracicaba (SP).

Dentre as cargos e funções exercidas, a doutora foi Pesquisador Científico Nível VI no Instituto Biológico no período de 1940 a 1987. Aposentada com 70 anos, a Dra. Victória, no entanto, continuou exercendo suas atividades como bolsista do CNPq - Nível 1-A e como Coordenadora de Projetos do Instituto.

Cursou diversas universidades, como a da Califórnia (Berkeley e Riverside) e da Carolina do Norte, ambas nos Estados Unidos. Desenvolveu, ainda, estudos em cooperação com o governo da França nas cidades de Versalles e Orsay. Recebeu mais de 26 títulos, prêmios e homenagens, dez taças e estatuetas, 23 placas, bandejas e outras honrarias e doze medalhas. Participou de doze comissões técnicas, dezoito palestras, 34 conferências, 39 eventos internacionais e 41 nacionais, sempre apresentando trabalhos científicos. A Dra. Victória organizou catorze eventos, dois em bancas de concursos, três em bancas de tese, 22 atividades docentes, treze obras didáticas, quatro atividades editoriais e o surpreendente numero de 392 trabalhos publicados como autora e co-autora, com pesquisadores brasileiros e de outros países, além de mais de 21 notas prévias.

No período de 1945 a 1986, realizou uma serie de publicações sobre gomose Phytophthora dos citros. De 1984 a 1994, doenças como Declínio, Clorose Variegada dos Citros (CVC) e Leprose exigiram maior atenção dos fitopatologistas. Por esse motivo, foi necessária retomar seriamente os estudos sobre sua etimologia, transmissibilidade, epidemiologia e ultraestrutura dos tecidos afetados.

Dentre seus trabalhos, podemos citar como mais relevantes:

GOMOSE: os trabalhos demonstraram a necessidade de estudos de novas metodologias de controle; dependência do ataque da Phytophthora a combinação enxerto X porta-enxerto e o baixo desenvolvimento da Phytophthora em plantas inoculadas com o vírus da Exocorte de estirpe fraca.

DECLÍNIO: é uma doença semelhante ao Blight da Flórida e ainda não se sabe qual é a causa. No Brasil, essa doença conseguiu se transmitir pela enxertia de raízes, a exemplo da Florida.

CLOROSE VARIEGADA DOS CITROS (CVC): Dra. Victória Rossetti foi pioneira em descrever a doença em língua estrangeira e a primeira a constatar a ocorrência de bacteria semelhante, a Xylella fastidiosa, limitada ao xilema de plantas cítricas afetadas pela doença. Outros trabalhos da doutora também foram importantes para o conhecimento da doença e de seu agente causal. Determinou-se, por exemplo, a transmissão da doença par inoculações com a bactéria isolada e conseguiu-se fechar a ciclo dos postulados de Koch (ao mesmo tempo em que os colegas de Lake Alfred, na Flórida) determinando ser a bactéria Xylella fastidiosa (confirmada pelo trabalho) a agente causal da CVC.

LEPROSE: conseguiu-se transmiti-Ia mecanicamente de citros para citros no prazo de 20 a 30 dias e de citros para plantas herbáceas de 4 a 5 dias. Também provou ser a doença causada por um vírus e não por uma toxina da saliva do ácaro, como alguns pensavam. Em sua autobiografia, Victória Rossetti demonstra, através de narrativas, a modéstia e a espírito de equipe, dividindo méritos e conquistas com aqueles que, ao longo de sua vida profissional, a acompanham, sejam como mestres, colaboradores, colegas ou alunos e orientandos. Esta foi Dra. Victória Rossetti, Servidora Emérita do Estado, que muito contribuiu com a defesa de nossa citricultura.

Faleceu em 26 de dezembro de 2010.

Francisco Cabral de Vasconcellos (in memorian) - Consultor - 1998

Francisco Cabral De Toledo Vasconcellos um dos pioneiros na consultoria citrícola e uma referência no setor.

Com visão tecnológica esmerando competência e ética, foi atuante no processo de crescimento da citricultura paulista.

Francisco Toledo Cabral de Vasconcellos nasceu em 01 de Outubro de 1926 em Limeira (SP). Filho de Lázaro Cabral de Vasconcellos e de Maria Toledo Cabral. Casou com Vera Buzolin de Vasconcellos e tiveram sete filhos. Neto do citricultor, Manoel Toledo Rodovalho, no bairro da Graminha em Limeira (SP). Conhecido no meio citrícola como Chico Charanga.

Desde jovem tomou gosto pela citricultura. Graduou-se em Engenheiro Agrônomo pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” - USP em 1950. Iniciou sua carreira profissional em 1951, trabalhando na empresa Saíra em Limeira (SP), como gerente na área de produção e industrialização de mandioca. Em 1952, mudou-se para a cidade de São Paulo onde realizou curso de Entomologia, no Instituto Biológico do Estado de São Paulo durante um ano. Após o término desse curso em 1953, foi trabalhar na fazenda Mato Dentro em Campinas pertencente ao Instituto Biológico, na área de Entomologia. No ano de 1955, foi contratado pela empresa Citrobrasil (Fazenda Sete Lagoas) onde iniciou seus trabalhos nos pomares cítricos das fazendas Reserva em Araras (SP), Morro Azul em Limeira (SP), chácara São João em Limeira – (SP) e demais propriedades nas quais a empresa comprava as frutas destinadas ao consumo in natura. Em 1958, participou do procedimento de compra e formação da fazenda Sete Lagoas no município de Mogi-Guaçu SP e posteriormente também da Fazenda Capim Verde em Bebedouro (SP).
Permaneceu à frente da área agrícola da empresa até março de 1974.

A partir de abril de 1974, iniciou seus trabalhos como consultor até sua aposentadoria em 2005 nas seguintes empresas no Estado de São Paulo: Fertiplan, Irmãos Fortes, Irmãos Roque, Irmãos Bocaiuva, Citrícola Fischer, Sílvio Roberto Baggio, Carlos Cabianca, Manoel Gomes, Linneu Eduardo de Paula Machado e Grupo Tamboré (Fazenda Palmares). Além da atividade de consultor foi também citricultor nos municípios de Pirassununga e São João da Boa Vista (SP). Foi representante dos citricultores do Estado de São Paulo junto a Comissão Nacional de Erradicação do Cancro Cítrico. Participou como Membro do conselho e vice-presidente do Fundecitrus.

Na cidade de Limeira (SP), elegeu-se vereador em 1963 e 1968 e exerceu o cargo de presidente da câmara municipal durante o primeiro mandato.

Foi também Engenheiro Agrônomo Destaque da Citricultura, por ocasião da realização da 13º Semana Citricultura, no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, em 1991.

Faleceu em 24 de Janeiro de 2012.

Joaquim Teófilo Sobrinho - Diretor e Pesquisador CCSM - 1997

Joaquim Teófilo Sobrinho o primeiro homenageado no “Hall da Fama da Citricultura Brasileira.” Joaquim Teófilo Sobrinho é natural de Nepomuceno (MG), filho de José Teófilo Salgado e de Francisca Barbosa Lima Salgado. Casado com Maria Regina Mazzonetto Teófilo teve com três filhos. Estudou em Nepomuceno (MG), em São Paulo e Piracicaba (SP). Formou-se na Escola Superior de Agronomia Luis de Queiroz - ESALQ, na turma de 1963.

Iniciou sua via profissional na Estação Experimental de Pindorama (SP) com café e tomate. Em agosto de 1967, assumiu a chefia da Estação Experimental de Limeira (SP).

Em 1972, obteve o título de Doutor em Agronomia, estudando o comportamento da laranja Valência sobre diferentes porta-enxertos, como Pesquisador Científico dedicou-se ao desenvolvimento de porta-enxertos e adensamentos de plantio, projeto que começou em 1972 e com os dados obtidos com este trabalho, estamos plantando até hoje. Estudou a competição de clones de Pêra Rio, e em 2001 fez o lançamento do clone Laranja Pêra 2000.

Como Chefe da Estação Experimental e depois Diretor do Centro de Citricultura dedicou-se: a estruturação das dependências da Estação Experimental, construção da Clínica Fitopatológica de Citros, as sedes administrativas, as portarias, o Centro de Convenções da Citricultura, o Laboratório de Biotecnologia e o Laboratório de Qualidade. Construiu a primeira estufa com telado para formação de mudas protegidas de citros e realizou a divulgação e integração entre a pesquisa e a produção: Criou o Dia do Citricultor (1969) e a Semana da Citricultura (1978). Auxiliou na criação também: Dia do Viveirista em Citros (1994), o Dia do Consultor em Citros (1995), e nos Dias Temáticos: Tangerina (1998); Limão Tahiti (1999); Laranja (2000).

Deu apoio à criação do GCONCI e do Vivecitrus, foi incentivador das primeiras reuniões para a formação e cedeu a local para a sede provisórias dentro das instalações no Centro de Citricultura, sob sua gestão.

Recebeu inúmeros títulos e homenagens, entre eles: Engenheiro Agrônomo do Ano (1998), recebeu o Mérito Científico e Tecnológico, pelo Governo do Estado de São Paulo (2001), o Troféu Fumagalli (2004), entre outros.

Sua contribuição técnico-científica teve 34 artigos completos publicados em periódicos, três capítulos de livros publicados, cinco textos em jornais de notícias/revistas, dois trabalhos completos publicados em anais de congressos, dez resumos publicados em anais de congressos (artigos), houve outros tipos de produção técnica e bibliográfica.

Aposentou-se em 2002 e mantém atualmente a revista eletrônica Espaço Citrícola (
http://www.espacocitricola.eng.br/site/)